Desfile da Escola de Samba Estação PRimeira de Mangueira do Carnaval de 2019.
Tema: Apresenta a história do Brasil pela ótica dos heróis populares, como negros e indígenas, resgatando figuras e acontecimentos omitidos pela história oficial. O desfile propôs uma reinterpretação das narrativas tradicionais, destacando a resistência e o protagonismo desses grupos na construção do país.
Enredo:História pra ninar gente grande
Homenageado(a): Personagens históricos esquecidos e heróis da resistência negra e indígena do Brasil, com destaque para a vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, que foi lembrada no último carro alegórico de seu enredo campeão de 2019, "História pra ninar gente grande". O desfile ressaltou figuras como o jangadeiro abolicionista Chico da Matilde (Dragão do Mar), os índios Cariris, Acotirene e Adelina Charuteira, questionando os heróis tradicionais da história oficial.
Outros homenageados: Índios (como os Cariris e Ajuru), negros (como Chico da Matilde, Acotirene e Adelina Charuteira) e outros que lutaram contra a escravidão e a colonização.
Carnavalesco: Leandro Vieira
Desfile da Escola de Samba Estação PRimeira de Mangueira do Carnaval de 2006.
Tema: A saga do Rio São Francisco, desde suas nascentes, passando por suas belezas e cultura (como as Iaras, o cangaço, a fruta), até a esperança de desenvolvimento e irrigação, mostrando o "novo Chico" que irriga o sertão e leva esperança ao povo nordestino.
Enredo:Nas águas do Velho Chico
Homenageado(a): A cultura, a vida e as belezas da região, a irrigação, a uva, e a esperança de um novo destino para o povo nordestino, celebrando a fertilidade e a força desse rio vital para o Brasil.
Carnavalesco: Paulo Barros, Sandro Carvalho e Edgley Cunha
Intérprete: Jamelão fez seu último desfile oficial pela Mangueira neste ano.
Desfile da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira de 2008.
Enredo: 100 Anos do Frevo, é de Perder o Sapato. Recife Mandou Me Chamar
Tema: Centenário do frevo, com referências à cidade de Recife.
Cartola (Angenor de Oliveira, 1908–1980) foi um dos maiores compositores da música brasileira e um dos fundadores da Estação Primeira de Mangueira. Considerado um dos gênios do samba, além disso, também é considerado um dos grandes poetas do Brasil. Suas obras atravessam gerações e influenciam músicos de todas as épocas. A Mangueira e o samba carioca são inseparáveis da figura de Cartola.
Cartola (Angenor de Oliveira, 1908–1980) foi um dos maiores compositores da música brasileira e um dos fundadores da Estação Primeira de Mangueira. Considerado um dos gênios do samba, além disso, também é considerado um dos grandes poetas do Brasil. Suas obras atravessam gerações e influenciam músicos de todas as épocas. A Mangueira e o samba carioca são inseparáveis da figura de Cartola.
Carro Alegórico da GRES Mocidade Independente de Padre Miguel, Desfile do Carnaval de 1992, Enredo: Sonhar não Custa Nada, ou Quase Nada, Sambódromo Marquês de Sapucaí - RJ
Carro Alegórico da Mocidade Independente de Padre Miguel, Desfile do Carnaval de 1991, Enredo: Chuê, chuá, as águas vão rolar, Sambódromo Marquês de Sapucaí - RJ
Registro fotográfico colorido mostra um carro alegórico monumental do desfile do Salgueiro em 2024, com temática inspirada na natureza. A alegoria central é um tronco de árvore iluminado, cercado por foliagem e efeitos de luz. Performers em trajes vibrantes — com penas, máscaras e adereços que remetem a criaturas da floresta — dançam em frente ao carro. Ao fundo, outro carro com um girassol gigante complementa a narrativa visual. A cena é noturna, sob luzes intensas do Sambódromo, com arquibancadas lotadas. A imagem transmite exuberância, ancestralidade e conexão com o meio ambiente.
Registro fotográfico mostra integrantes da ala tribal do Salgueiro em 2024, desfilando com trajes inspirados em culturas indígenas e afro-brasileiras. Os componentes usam penachos multicoloridos, pinturas corporais, colares, braceletes e cintos ornamentados. As cores predominantes são amarelo, vermelho, azul, verde e laranja. A imagem captura o momento da dança coreografada, com os corpos em movimento e expressões intensas. Ao fundo, o público acompanha com entusiasmo. A cena celebra a ancestralidade, a resistência e a beleza das culturas originárias.
Carro Alegórico GRES Mocidade Independente de Padre Miguel, Desfile do Carnaval de 1990, Enredo: Vira, virou, a Mocidade chegou, Sambódromo Marquês de Sapucaí - RJ
Em destaque, há um grupo de componentes fantasiados como indígenas, com adereços de penas coloridas, colares e saias, dançando sobre patins em uma grande plataforma preta e branca em formato de tabuleiro de xadrez. Este detalhe dos patins ficou eternizado como símbolo de ousadia desse desfile, promovendo movimento e dinamismo no carro. Entre as alegorias, nota-se o uso de painéis artísticos — um deles retrata uma cena de pesca indígena, reforçando o enredo sobre a fauna, os povos originários e o Brasil natural. A Mocidade Independente de Padre Miguel foi vice-campeã do carnaval de 1987.
Carro Alegórico da GRES Mocidade Independente de Padre Miguel, Desfile do Carnaval de 1985, Enredo: Ziriguidum 2001, carnaval nas estrelas, Sambódromo Marquês de Sapucaí - RJ
A imagem documenta o desfile do Salgueiro que abordou a cosmologia Yanomami e a luta contra o garimpo ilegal. O carro em destaque representa a fauna amazônica e a importância da natureza na mitologia indígena. O registro é valioso para a pesquisa sobre temas socioambientais no carnaval, a arte da alegoria contemporânea, o fotojornalismo de eventos culturais e a memória social dos povos originários do Brasil.