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identifier
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QUEM - ORG - 2 - Deixa Falar
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name
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Escola de Samba Deixa Falar
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descriptive note
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"Ali, um antigo bairro guarda histórias que pertencem à própria origem do carnaval, sobretudo quando se trata de seus protagonistas: Ismael Silva, Bide, Baiaco e Marçal. (...) Assim, esses bambas, ao romperem com a lógica dos ranchos carnavalescos, propuseram uma nova estrutura baseada em ritmo, organização e narrativa. Nesse sentido, a Deixa Falar, escola de samba criada por eles, não apenas inovou, como instituiu um paradigma para esse novo modelo de samba concebido pelos bambas do velho Estácio. "(Centenário do Berço do Samba: Onde o Samba Virou Escola e o Brasil se Fez Carnaval. Rio de Janeiro: G.R.E.S. Estácio de Sá. Sinopse de enredo. Paulo, Silva, 2026, p. 2).
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A vez da percussão e a origem das baterias
"O Deixa Falar foi o primeiro bloco a sair com um surdo – o instrumento de batida forte e grave era usado para marcar a volta da segunda para a primeira parte, avisando ao coro (componentes) que era hora de cantar, já que não existia microfone e não era fácil os cantores serem ouvidos. O Deixa Falar só tinha percussão: além dos surdos, havia tamborins, latas de manteiga, cuícas (outra invenção que ali se fazia presente) e pandeiros. Um rol de instrumentos que viria dar origem as baterias das escolas de samba."
(VIANNA, Luiz Fernando; Fotografias Bruno Veiga
Geografia do Samba Carioca, Casa da Palavra, 2004, p.41-49)
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“A Deixa Falar" não era apenas um bloco carnavalesco; ela se pretendia uma instituição de saber popular. No Estácio, o samba ganhava contornos de identidade urbana, onde a malandragem e a criatividade musical se fundiram para criar um padrão que seria seguido por todo o Rio de Janeiro (Siqueira, 2012, p. 87).